Encerramento | Estamos (muito) abertos

O Ateliê 397, com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, via Proac, convida a todos para o encerramento da primeira edição do projeto Estamos (muito) abertos.

Lançando-se à questão do que querem os artistas hoje – expor seu trabalho, discutir as ideias que ele suscita, ouvir o que o público pensa, trocar com seus pares – o Ateliê397 deu inicio a este projeto por meio de uma convocatória pública. Dentre os 86 inscritos (56 pré-selecionados) chegou-se aos 4 artistas residentes: Aline Motta, André Damião, Clarice Cunha e Fernanda Chieco, que vêm ocupando o nosso galpão numa experiência híbrida de ateliê compartilhado e residência artística.

Após uma imersão de dois meses na qual os artistas estiveram envolvidos em seus processos mediados por acompanhamentos críticos, apresentação de portfólio e visitações públicas, o projeto é agora finalizado com um evento onde os residentes apresentam trabalhos e propostas pensadas para esta ocasião.

A conclusão da primeira edição do Estamos (muito) abertos acontecerá no dia 7 de maio, sábado, a partir das 16h, seguido de festa com DJs amigos noite adentro.

 

PROGRAMAÇÃO

 

 

REDE DE DESCANSO – Clarice Cunha

Na ação, a artista apresenta um vídeo, fotografia e objeto instalado – rede confeccionada com telas de construção – nas mediações do Ateliê397, resultado dos últimos meses em que esteve na residência. O trabalho tem sido fruto da suas inserções pelo bairro da Vila Madalena, onde a artista tem se debruçado a investigar questões sobre a paisagem social e urbana da região.

 

TRAFFICKING FOR TIME TRADE – Fernanda Chieco

Fernanda Chieco exibe pinturas realizadas a partir de suas transações de ICECOINS, ou CHIECO CURRENCY, espécie de moeda produzida pela artista durante a residência na Islândia, e que são trocadas por mantas ou cobertas oferecidas por companhias de transporte. As mantas adquiridas pela artista tem sido usadas como suporte para a realização de pinturas da série TRAFFICKING FOR TIME TRADE, cuja obra mais recente será exibida em local próximo ao Ateliê397.

 

SOBRE A ARBITRARIEDADE DA INTERFACE – André Damião

O artista propõe uma performance sonora que acontece a partir das 19h, na qual pensa sobre uma genealogia de mídias portáteis e suas relações com obsolescência programada e meios de produção.

 

ESCRAVOS DE JÓ – Aline Motta

Aline Motta apresenta a publicação “Escravos de Jó” e seus desdobramentos, além de novos trabalhos desenvolvidos no período de residência. A partir de encontros promovidos pela artista, na qual recebe artistas e pensadores de diferentes linguagens, Aline mantém um espaço de diálogo e colaboração na produção da sua obra. Na ocasião, a artista convida os artistas Janaína Barros, Wagner Leite Viana e Aryane Marciano a apresentarem ações que acontecem a partir das 19h.

 

RECEITA PARA DAR O TROCO – Janaína Barros e Wagner Leite Viana

Uma questão sobre a possibilidade de descolonizar o pensamento. Outra sobre o modo como as palavras resvalam em relações de poder. Acrescentar sobre as fabulações em torno dos corpos e dos afetos. Para duvidar se os lugares das assimetrias ou das subalternidades estão dados previamente. Será servida uma fatia de bolo, interrogando o público para perceber como as trocas efetivam e instauram lugares de reinvenção.

 

QUEM AMA A AMA PRETA? – Aryani Marciano

Um canto de Aryani Marciano e de mulheres pretas além dela, anteriores e contemporâneas. Uma dose de blues, rap e maracatu sobre raça, gênero e seus reflexos nos relacionamentos amorosos. “A boca é um órgão muito especial, ela simboliza a fala e anunciação. No âmbito do racismo ela se torna o órgão da opressão por excelência, pois é o órgão que denuncia as verdades desagradáveis e precisa, portanto, ser severamente confinada, controlada e colonizada” Grada Kilomba.

 


 


SERVIÇO:

ENCERRAMENTO | Estamos (muito) abertos
Dia 07/05, sábado, às 16h

EXPOSIÇÃO
Das 16h às 22h30

FESTA
A partir das 23h

Local: Ateliê397
Rua Wisard, 397 – Vila Madalena
Mais informações
Tel: 3034-2132
https://atelie397.com/